quarta-feira, 28 de setembro de 2011

PECADOS DA TRAIÇÃO/OUTRO LADO: FALHA FOI 'BUG TEMPORÁRIO', AFIRMA OHHTEL – DEPOIMENTO/ELA: É NO BATE-PAPO QUE A COISA PEGA FOGO – DEPOIMENTO/ELE: DINHEIRO EM SITES DE TRAIÇÃO É VENDAVAL – SERVIÇO FUNCIONA COMO 'FACILITADOR', CONTA USUÁRIA

Ao testar sites para quem quer pular a cerca, a Folha encontra serviços de prostituição, homens que se passam por mulheres e uma falha grave de segurança

Em expansão no país desde que estrearam, há dois meses, os sites de traição não têm só pessoas comprometidas à procura de amantes.

Ao testá-los, a Folha encontrou garotas de programa, homens se passando por mulheres para não pagar e, no mais popular deles, uma falha grave de segurança.

Mudando um único dígito no endereço de álbuns públicos do Ohhtel (ohhtel.com), era possível ver fotos privadas de qualquer usuário. O problema ocorreu desde o lançamento desse site no Brasil, em julho, e só foi corrigido no último fim de semana, após contato da Folha.

Fundados nos EUA, os dois principais sites do ramo já atraem milhares de pessoas no Brasil. O Ashley Madison (ashleymadison.com) afirma ter 10,5 milhões de usuários no mundo todo, 130 mil deles no país. O Ohhtel tem menos usuários no total -2 milhões-, mas supera o concorrente no Brasil: 282 mil.

Os serviços são totalmente gratuitos para mulheres. Homens podem se cadastrar de graça, mas, para contatá-las, precisam comprar pacotes de créditos que custam entre R$ 60 e R$ 80, no mínimo.

Alguns usuários do sexo masculino, porém, se cadastram como mulheres para usufruir da gratuidade.

Uma busca rápida por mulheres no Ohhtel, por exemplo, retorna perfis com avisos como "sou homem... procuro mulheres para sexo".

"Olá, se você está procurando diversão e quer passar um bom momento com alguém que você pode encontrar regularmente, eu gostaria de ouvir o que você tem a dizer", dizia uma mensagem enviada à Folha por um perfil de prostituição. As regras de ambos os serviços proíbem qualquer tipo de comércio.

Ambos os sites afirmam contar com recursos para evitar esses tipos de situação.

"Criamos o Ohhtel para as mulheres", afirma o diretor do Ohhtel, Jackson Roberts.

O discurso é o mesmo de Eduardo Borges, representante do Ashley Madison no Brasil. "O homem consegue trair com mais facilidade na sociedade. A mulher, não."

Segundo Borges, o Ashley Madison costuma ter picos de novos cadastros nos dias seguintes aos de datas comemorativas. "As pessoas passam a data com seu par e descobrem que não estão satisfeitas com o casamento. No dia seguinte, entram no site."

Em média, o Ashley Madison ganha 3.300 usuários por dia no Brasil. No Dia do Amante, na última quinta-feira (22), o número dobrou: 6.867, segundo maior pico do site, depois do Dia dos Pais, quando entraram 22 mil membros novos.

OUTRO LADO

Falha foi 'bug temporário', afirma Ohhtel

Site de traição informa ter resolvido problema de segurança em 72 horas; serviços dizem combater perfis falsos

Durante a apuração desta reportagem, a Folha descobriu um problema grave de segurança no Ohhtel que permitia ver as fotos privadas de praticamente qualquer usuário do site. Bastava trocar um número no endereço virtual do álbum.

O analista de sistemas que encontrou a falha entrou em contato com o Ohhtel em 18 de agosto para alertar a empresa sobre o problema.

Enviou duas mensagens, uma em inglês e outra em português, mas nenhuma delas foi respondida.

Na última sexta, a Folha relatou a falha à assessoria de imprensa do Ohhtel. "Este foi um 'bug' [problema técnico] temporário no nosso sistema, que nós identificamos e corrigimos dentro de 72 horas", respondeu Jackson Roberts, diretor do site.

Sobre a presença de garotas de programa e de perfis falsos, o Ohhtel e o Ashley Madison afirmam contar com monitoramento de atividades suspeitas e com denúncias dos próprios usuários.

"A prostituta vai se comportar de maneira diferente do que uma usuária comum", afirma Roberts. "Por exemplo, vai enviar a mesma mensagem para muitos homens ao mesmo tempo."

Segundo o diretor do Ohhtel, se forem constatadas atividades proibidas pelo site, o perfil é removido e seu endereço IP é bloqueado.

IDIOMA PRECÁRIO

Um usuário do site ouvido pela Folha gastou créditos para abrir a mensagem de um perfil de prostituição.

Depois de mandar um e-mail para o suporte, foi ressarcido e recebeu uma resposta cheia de erros de português: "Essas mensagems foram do servico de prostituacao querendo fazer negocios. Nos apagamos os perfiles falsos do nosso site e as mensagems que estavam dentro do seu email", dizia um trecho da mensagem.

No Ashley Madison, as fotos enviadas precisam ser aprovadas antes da publicação. "Isso inibe fotos falsas, de gente famosa, por exemplo", diz Eduardo Borges, representante do site no Brasil.

A Folha encontrou ainda homens que se fazem passar por mulheres para não pagar pelo uso dos sites.

"Um homem pode se inscrever no Ohhtel como uma mulher e usar o serviço gratuitamente, mas ele não será capaz de falar com as mulheres", afirma Roberts. "O site só permite a perfis masculinos falar com perfis femininos, e os perfis de mulheres só podem falar com homens."

O sistema de verificação de fotos do Ashley Madison também serve para impedir que homens se façam passar por mulheres, afirma Borges.

DEPOIMENTO/ELA

É no bate-papo que a coisa pega fogo

Foi às 10h de uma segunda-feira que decidi apimentar minha vida amorosa. Entrei no Ashley Madison, escolhi o nome Danizinha e comecei a descrever meus supostos interesses: "mulher comprometida procurando homens", em busca de "qualquer coisa que dê tesão".

Escolhi homens que estavam a um raio de 50 km e tive acesso a uma profusão de torsos nus e frases diretas, para não dizer cafajestes. Marcos*, por exemplo, usa como definição "topo conhecer e te dar prazer". Loirão24 vai direto ao ponto: "tô à procura de sexo sem compromisso", enquanto Tatazinho exagera dizendo "proporciono grandes emoções".

Foi MMM5400, de sunga na foto, que chamou minha atenção. Diz que está de "bem com a vida e buscando aventura". Para começar a interagir, recorro às opções: enviar mensagem, presente ou uma piscadinha. Enviei de presente uma cereja.

Para Tequero69, "só faço com você", mandei mensagem perguntando se ele queria conversar.

Em 24 horas, recebi duas mensagens, um presente, três piscadinhas, uma chave de acesso para fotos privativas e fui adicionada a uma lista de favoritos. O negócio funciona.

CARÊNCIA

Mas é no bate-papo que pega fogo. Basta ver quem está disponível para começar a falar.

Foi assim que Nos80 me encontrou. Ele acabara de voltar da viagem de férias. Enquanto a esposa (com quem está há 11 anos e tem duas filhas) descansa, ele vê e-mail e entra no Ashley."Ela é bacana, mas nossa relação esfriou."

Ele some por uns dez minutos. Quando volta, diz que a esposa estava do lado e pergunta se podemos conversar por e-mail ou MSN. Claro! Danizinha está sempre disponível.

Na outra janela, converso com Gatodacidade40 e pergunto o que o levou ao site. "Carinho anda em falta por aqui, sexo então... Meses sem!", ele responde. A conversa é interrompida. Ele volta e diz que teve que comprar créditos.

E, se no bar o que não faltam são homens comprometidos que não resistem a uma paquerinha, imagine na internet? É tudo muito rápido. Você pode marcar um encontro depois de 20 minutos de conversa. Se depender da disposição deles, o clímax vem rapidinho! (DANIELA ARRAIS)

* Os apelidos foram modificados

DEPOIMENTO/ELE

Dinheiro em sites de traição é vendaval

Inseguro de minhas habilidades de sedução on-line, me cadastrei no Ohhtel e penei para bolar uma frase de apresentação.

Comecei com "opa", passei para "olá" e acabei optando pela sedutora "estou à disposição".

Depois de algumas horas, recebi duas mensagens, aparentemente de garotas de programa.

Abordei uma mulher cuja foto do perfil mostrava um pedaço de uma tatuagem numa parte não identificada do corpo.

"Quero ver o resto da tatuagem", pedi. A resposta: "Não. Beijosssss".

Com abordagens mais delicadas, a conversa fluiu com outras duas mulheres e migrou para o MSN. Uma delas, por coincidência, encontrava-se no mesmo bairro em que moro.

Ela estava na casa de uma amiga que acabara de passar por uma cirurgia (nada grave). Tem 29 anos e namora há oito. Perguntei como andava o namoro. "Bem, deve imaginar, rs."

Paguei R$ 60 por mil créditos, que acabam muito rápido -para trocar mensagens com alguém, gastam-se 50 créditos.

O título da mensagem mais recente que recebi é "quero erótismo (sic)". Mas não posso lê-la. Depois de 20 contatos, meus créditos acabaram. (RC)

Serviço funciona como 'facilitador', conta usuária

Maria*, 28, administradora, começou a usar sites de traição por curiosidade.

Ela namora há três anos, mas não gosta "dessa hipocrisia de as pessoas acharem que todo mundo é fiel". "Acho que hoje tudo é mais simples: quando você descobre que seu namorado fez alguma coisa, você faz também, por vingancinha."

O relacionamento que ela tem com o namorado não é aberto. "Nem perto disso. Se ele souber, nunca mais olha na minha cara", diz. Mas isso não a impede de sair com outros homens por meio dos sites e "por fora também".

"Os sites funcionam como facilitador. É mais complicado quando você encontra alguém no bar, aí corre e risco de expor a outra pessoa. Nos sites, não. Quem está lá tem o mesmo motivo que você."

Maria diz não ter medo de sair com os homens que conhece pelos sites. Isso acontece porque ela costuma passar bastante tempo conversando, trocando fotos, antes de decidir por um encontro.

"Na primeira vez, marquei um almoço em horário comercial, em um lugar conhecido. Não tive problemas."

"Não acredito na fidelidade, e hoje em dia todo mundo é igual. Se homens podem, mulheres podem também", afirma. "Já descobri traição do meu namorado. Ele nunca descobriu uma minha. Mulheres fazem muito melhor."

NAMORADA NÃO TOPA

Roberto*, 22, estudante de ciência da computação, namora há um ano e meio e usa sites de traição desde agosto.

"Minha namorada tem preconceito. Respeito, mas quero conhecer outras pessoas."

Segundo Roberto, sua namorada estranharia um encontro a três. "Sempre vi isso com olhos muito naturais, mas sei que a sociedade não enxerga dessa forma."

Morador de São Paulo, ele já conheceu mulheres de Porto Alegre, Maringá e Natal, mas só cogita marcar um encontro real com outras duas, de São Bernardo e Guaratinguetá, cidades mais próximas.

"Por ter um relacionamento, são muitas as desculpas que tenho que dar para viajar de avião e sumir por um fim de semana. Se for numa cidade próxima, posso falar que estou indo trabalhar." (RC E DA)

* Nomes fictícios

Pecados da traição

Ao testar sites para quem quer pular a cerca, a Folha encontra serviços de prostituição, homens que se passam por mulheres e uma falha grave de segurança

(reproduzido da Folha de São Paulo - 28/09/2011)



Em expansão no país desde que estrearam, há dois meses, os sites de traição não têm só pessoas comprometidas à procura de amantes.

Ao testá-los, a Folha encontrou garotas de programa, homens se passando por mulheres para não pagar e, no mais popular deles, uma falha grave de segurança.

Mudando um único dígito no endereço de álbuns públicos do Ohhtel (ohhtel.com), era possível ver fotos privadas de qualquer usuário. O problema ocorreu desde o lançamento desse site no Brasil, em julho, e só foi corrigido no último fim de semana, após contato da Folha.

Fundados nos EUA, os dois principais sites do ramo já atraem milhares de pessoas no Brasil. O Ashley Madison (ashleymadison.com) afirma ter 10,5 milhões de usuários no mundo todo, 130 mil deles no país. O Ohhtel tem menos usuários no total -2 milhões-, mas supera o concorrente no Brasil: 282 mil.

Os serviços são totalmente gratuitos para mulheres. Homens podem se cadastrar de graça, mas, para contatá-las, precisam comprar pacotes de créditos que custam entre R$ 60 e R$ 80, no mínimo.

Alguns usuários do sexo masculino, porém, se cadastram como mulheres para usufruir da gratuidade.

Uma busca rápida por mulheres no Ohhtel, por exemplo, retorna perfis com avisos como "sou homem... procuro mulheres para sexo".

"Olá, se você está procurando diversão e quer passar um bom momento com alguém que você pode encontrar regularmente, eu gostaria de ouvir o que você tem a dizer", dizia uma mensagem enviada à Folha por um perfil de prostituição. As regras de ambos os serviços proíbem qualquer tipo de comércio.

Ambos os sites afirmam contar com recursos para evitar esses tipos de situação.

"Criamos o Ohhtel para as mulheres", afirma o diretor do Ohhtel, Jackson Roberts.

O discurso é o mesmo de Eduardo Borges, representante do Ashley Madison no Brasil. "O homem consegue trair com mais facilidade na sociedade. A mulher, não."

Segundo Borges, o Ashley Madison costuma ter picos de novos cadastros nos dias seguintes aos de datas comemorativas. "As pessoas passam a data com seu par e descobrem que não estão satisfeitas com o casamento. No dia seguinte, entram no site."

Em média, o Ashley Madison ganha 3.300 usuários por dia no Brasil. No Dia do Amante, na última quinta-feira (22), o número dobrou: 6.867, segundo maior pico do site, depois do Dia dos Pais, quando entraram 22 mil membros novos.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Homens têm níveis de testosterona cada vez mais baixos

Os homens de hoje são menos "machos" do que seus pais ou avós. Pelo menos se depender da quantidade de testosterona, o hormônio masculino.

Nas últimas duas décadas, os níveis desse hormônio caíram bastante, segundo alguns estudos. Um deles, feito com mais de 1.500 homens entre 1987 e 2004, constatou que os machos de hoje têm 22% menos testosterona do que os de duas décadas atrás.

Segundo os pesquisadores, do New England Research Institutes, nos EUA, o declínio dos índices não está relacionado com a idade dos participantes da pesquisa --é normal que os mais velhos tenham níveis mais baixos do hormônio. A queda foi generalizada e, para eles, deve-se a mudanças no estilo de vida e fatores ambientais, como estresse e tabagismo.

O trabalho foi publicado na revista "The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism".
Para Ricardo Meirelles, endocrinologista e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, o achado do estudo é consenso entre os médicos. Uma das principais razões, segundo ele, é o aumento no número de obesos.

"A obesidade causa queda nos níveis de testosterona e isso favorece o acúmulo de gordura. É um círculo vicioso perverso: menos hormônio aumenta a formação de gordura e inibe a quebra", diz. O excesso de gordura também pode fazer com que o hormônio testosterona seja transformado em estrogênio, hormônio feminino.

De acordo com a endocrinologista Elaine Maria Frade Costa, do Hospital das Clínicas de SP, outros fatores da vida moderna também influenciam.

"Poluidores ambientais e a ingestão de substâncias estrogênicas --pesticidas, componentes do plástico, soja-- podem inibir a liberação do hormônio", afirma.

As consequências são diminuição de libido, disfunção sexual, perda óssea, anemia e alterações no humor.


O quadro nem sempre precisa ser tratado. Mas, se a quantidade de hormônio masculino for abaixo da normalidade, vira doença: o hipogonadismo.

Um exame de sangue simples detecta o problema. Se a causa for excesso de peso, muitas vezes só o emagrecimento é suficiente para normalizar os níveis de testosterona. Se não, há tratamentos com reposição hormonal.

Folha.com: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/965798-homens-tem-niveis-de-testosterona-cada-vez-mais-baixos.shtml

29/08/2011 - 17h23

Homens têm níveis de testosterona cada vez mais baixos

JULIANA VINES
DE SÃO PAULO

sábado, 27 de agosto de 2011

Homem não gosta de discutir relação desde criança, diz estudo

Uma pesquisa feita pela Universidade do Missouri, EUA, ainda não publicada, revelou que desde cedo os garotos não gostam de falar de problemas ou de sentimentos.

Segundo a pesquisadora Amanda Rose, uma das autoras do estudo, isso acontece porque eles acham que conversar sobre o assunto é perda de tempo.

De acordo com ela, o resultado é contrário ao senso comum, que diz que homens não discutem problemas por vergonha ou por medo de parecerem fracos.

A pesquisa envolveu cerca de 2.000 crianças e adolescentes, entre oito e 16 anos. Foram feitos questionários e discussões em grupo.

Quando perguntados como se sentiriam se discutissem seus problemas, os garotos não expressaram mais ansiedade ou aflição do que as garotas.

"Em vez disso, os meninos achavam que a discussão teria resultado positivo. Eles foram mais propensos a pensar que era uma perda de tempo e se sentiam estranhos", dizem os autores, na conclusão do artigo, que sairá na próxima edição do jornal "Child Development".

Já as meninas sentiam-se à vontade. Segundo Rose, elas têm tendência a falar demais sobre os problemas.

Para os autores, os achados podem ajudar a entender conflitos de relações românticas, porque, em muitas delas, as mulheres correm atrás dos homens contando seus problemas e eles só se afastam.

"Homens podem estar propensos a pensar que conversar tornará os problemas maiores, e que se envolver em atividades diferentes ajuda a distrair."

Uma saída seria os pais encorajarem os filhos desde pequenos a discutir e falar sobre sentimentos, explicando que não é uma perda de tempo.

terça-feira, 17 de maio de 2011

O sentido da vida - Tentamos dar um significado diferente à nossa existência do que é ditado pela natureza humana

Do ponto de vista da mãe natureza, já nascemos com o sentido da vida, embutido em nossos softwares cerebrais, completamente pronto.

Dizem os genes masculinos aos seus portadores: "Procrie com o maior número de mulheres possível, escolhendo as mais belas, dóceis, inteligentes e atenciosas com as crias.

Dê alguma atenção e ajuda a elas para que suas crias não sejam prejudicadas, mas nada que o impeça de partir para a próxima.

De preferência, tenha um harém bem cuidado por eunucos (você não vai querer criar filhos de outros, claro) e vá incorporando novas mulheres pelos mesmos critérios.

Para isso, você precisa se preparar: torne-se belo, forte, alto, inteligente, mas, sobretudo, rico e poderoso. Lidere guerras que possam tomar do inimigo suas posses e mulheres, pois isso o enriquecerá e encherá seu harém (um sultão do século 19 teve 840 filhos, um exemplo de homem comandado por seus genes).

Se a política do país o obrigar à monogamia, drible-a sendo um polígamo seriado: você tem dinheiro para sustentar oito ex-esposas e suas crias e você tem tempo para isso, já que os homens não envelhecem.

Podem seguir acumulando dinheiro e poder e são férteis até a morte".

Dizem os genes femininos às suas portadoras: "Procrie o mais que puder com os homens mais belos, fortes, inteligentes, agressivos, mas, sobretudo, ricos e poderosos. Se possível, case-se com um deles e cuide para que ele a prestigie e dê garantias de provimento para você e suas crias, pelo maior tempo possível.

Se você não conseguir um 'topo de linha', pode se casar com um 'mais ou menos': você pode se oferecer e procriar com o patrão dele, sem que ele saiba, e colher genes poderosos para suas crias, desde que a aparência delas não seja testemunha da sua traição. Prepare-se: comece cedo. Você não tem muito tempo, e juventude é seu maior cacife.

Procure ser bela e parecer recatada: isso aumenta seu preço de compra e ilude o homem com presumida fidelidade. Não conseguindo ser bela, você pode ser oferecida, mas procure parecer bela, usando todos os expedientes ao seu alcance.

O mesmo vale para a juventude (velhas nunca foram símbolos sexuais). Malhação, plástica e pintar cabelos servem para isso. Cuide das crias. São raros os homens que se preocupam com isso".

É, a natureza é cínica e cruel para atingir seus objetivos. A ponto de os biólogos dizerem que a galinha é uma máquina inventada pelo ovo para fazer outros ovos.

Mas nós somos um bicho que pensa, que deseja ética, que filosofa e que, portanto, busca um sentido na vida diferente daquele dos genes.

Isso resultou em inúmeros "sentidos da vida" criados por nós. Mas meu objetivo era falar do que ninguém fala: da natureza humana, essa força poderosa que carregamos sem saber. 

FRANCISCO DAUDT, psicanalista e médico, é autor de "Onde Foi Que Eu Acertei?", entre outros livros -  fdaudt2@gmail.com.br

terça-feira, 10 de maio de 2011

Mulheres listam infinitos problemas em seus relacionamentos; que homem é capaz de satisfazê-las?

Para elas, falta tudo



Mulheres listam infinitos problemas em seus relacionamentos; que homem é capaz de satisfazê-las?


PERGUNTEI PARA moradores da cidade do Rio de Janeiro: "Quais os principais problemas que você vive ou viveu em seus relacionamentos amorosos?". Homens e mulheres responderam: ciúmes e infidelidade.

Os homens também apontaram a falta de compreensão como um problema de seus relacionamentos.

Já as mulheres responderam: falta de sinceridade, de diálogo, de amor, de carinho, de romance, de respeito, de admiração, de tesão, de desejo, de paciência, de atenção, de companheirismo, de maturidade, de tempo, de dinheiro, de interesse, de reciprocidade, de sensibilidade, de intensidade, de responsabilidade, de generosidade, de compatibilidade, de segurança, de confiança, de pontualidade, de cumplicidade, de igualdade, de individualidade, de liberdade, de organização, de amizade, de alegria, de paixão, de comunicação, de conversa, de intimidade etc. Algumas ainda afirmaram que falta tudo.

Enquanto os homens foram extremamente objetivos e econômicos em suas respostas, algumas mulheres chegaram a anexar e grampear folhas ao questionário para acrescentar mais faltas.

Um engenheiro de 54 anos disse: "É impossível dar a uma mulher tudo o que ela quer e de que precisa. Seria perfeito se cada uma tivesse pelo menos três homens. Um para sexo gostoso, romance, paixão.
 Outro para carinho, proteção, atenção. E o terceiro para conversar, ver filmes inteligentes, ter discussões filosóficas. Acho que seria bom também ter um quarto homem cheio de grana, para pagar todas as contas, as viagens para o exterior, os restaurantes sofisticados, os presentes caros. E um último que saiba fazer elas darem boas risadas. O problema é que elas querem tudo isso e muito mais em um homem só. Que homem pode dar conta de tudo o que uma mulher quer?"

Muitos perguntam: "O que quer uma mulher?". Seria interessante também perguntar: "O que falta para uma mulher?" e as razões pelas quais ela acredita que pode preencher esse buraco sem fundo com os homens.
Elas repetem exaustivamente: "Falta homem no mercado". Mas em que mercado é possível encontrar o homem que satisfaça uma mulher?

MIRIAN GOLDENBERG, antropóloga e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, é autora de "Por Que Homens e Mulheres Traem?"(Ed. BestBolso)

domingo, 24 de abril de 2011

Homens ganham mais que mulheres porque são competitivos desde cedo, diz estudo

Homens ganham mais que mulheres porque são competitivos desde cedo, diz estudo

Disposição para competir é maior entre meninos desde os três anos, aponta estudo feito na Áustria

Meninas têm menos disposição para competir, embora sejam tão boas em matemática e tenham as mesmas chances de vencer uma corrida Meninas têm menos disposição para competir, embora sejam tão boas em matemática e tenham as mesmas chances de vencer uma corrida (Jupiterimages)
Homens conquistam salários maiores que as mulheres porque são mais competitivos desde a infância. A conclusão é de um estudo realizado na Áustria, que será apresentado na conferência anual da Royal Economy Society, na Inglaterra.
A pesquisa envolve dois experimentos. No primeiro, crianças entre três e oito anos participaram de uma corrida de 30 metros depois de escolher entre correr sozinha ou competir com as outras. No segundo, crianças de nove a 18 anos escolheram entre participar de uma competição de matemática e fazer uma prova individual. Todas as crianças recebiam recompensas pelo teste, mas o prêmio para quem escolhia competir era maior.
O resultado mostra que as meninas são menos dispostas a competir que os meninos, embora sejam tão boas em matemática e tenham as mesmas chances de vencer uma corrida.
Para os cientistas da Universidade de Innsbruck, na Áustria, o fato de os meninos se mostrarem mais propensos a competir desde cedo pode ser uma das razões que explicam os maiores salários dos homens em relação às mulheres. Isso porque, argumentam, os cargos mais bem remunerados envolvem as funções mais competitivas.
Penalizadas - Pesquisas anteriores mostraram que mulheres que esbanjam autoconfiança e firmeza, entre outras características reconhecidas como sinais de sucesso profissional, podem ser preteridas no mercado de trabalho em favor das mais submissas. Os cientistas acreditam que enquanto essas características são valorizadas nos homens, as mulheres frequentemente são penalizadas por não corresponderem à imagem da mulher frágil ou submissa.

domingo, 17 de abril de 2011

Ser humano é o "terceiro chimpanzé", diz biólogo - reproduzindo artigo do jornal A Folha de São Paulo


  Ser humano é o "terceiro chimpanzé", diz biólogo

Clássico de americano utiliza humor para investigar a natureza humana Livro que chega neste ano ao Brasil traz ideias seminais sobre raízes do sexo, do preconceito, da violência e do vício

Arquivo Pessoal

O biólogo americano Jared Diamond em Papua-Nova Guiné

REINALDO JOSÉ LOPES


"Ainda não temos uma Grande Teoria Unificada do Tamanho do Pênis", brinca o biólogo americano Jared Diamond, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, quando a reportagem da Folha aborda esse tema.
"Nossa incapacidade de explicar o tamanho desmesurado do pênis humano continua sendo um dos fracassos mais embaraçosos da ciência moderna", completa Diamond, que gastou alguns dos parágrafos mais divertidos da história da biologia evolutiva enfrentando a questão no livro "O Terceiro Chimpanzé".
A obra, clássico de 1991 que só agora chegou ao Brasil, consegue a façanha de transformar a discussão em algo um bocado relevante.
Ocorre que, entre os grandes macacos ""grupo dentro do qual o homem se encaixa como o terceiro chimpanzé do título, ao lado do chimpanzé-comum e do chimpanzé-pigmeu ou bonobo"", o tamanho relativo do corpo, dos testículos, dos pênis e dos seios é a chave para entender a natureza de cada espécie.

EM FAMÍLIA
O resumo dessa ópera bufa está no infográfico à direita, baseado numa ilustração do próprio livro. Se um biólogo de Marte baixasse por aqui, só precisaria desses dados para saber que 1)chimpanzés são promíscuos, 2)gorilas formam haréns e 3)humanos são, bem, "fracamente monógamos".
Os gorilas são o caso mais fácil. A brutal diferença de tamanho entre machos e fêmeas implica que eles podem, na base do muque, monopolizar várias feito sultões. Daí os testículos e pênis pífios.
Chimpanzés, mais igualitários fisicamente, adotam a promiscuidade ""e testículos imensos para dar conta dela. E os humanos trocaram as despesas com esperma pelas com canções de amor, chocolates e idas ao cinema.
"A evolução de uma sexualidade distinta parece ter sido uma das chaves para tornar os seres humanos únicos, embora seja difícil dizer a que época remonta a nossa quase-monogamia", diz o autor.
Que o leitor não pense, porém, que o livro é só sexo. É nele que aparecem, pela primeira vez, as importantes e polêmicas ideias de Diamond sobre os "vencedores" e "perdedores" da história.
Ou seja: por que europeus conquistaram as Américas e a África, e não o contrário?
A resposta, depois ampliada pelo cientista na obra "Armas, Germes e Aço", envolve esses três fatores ""mas principalmente o fato de que Europa e Ásia possuíam mais espécies domesticáveis de animais e plantas, ganhando um "pontapé inicial histórico" melhor que o resto da Terra.
Aliás, Diamond diz que, apesar do tempo transcorrido, pouco mudaria no livro hoje. Mas faria uma alteração pontual. Hoje, ele considera que os falantes da língua ancestral de quase todos os idiomas da Europa foram justamente os primeiros agricultores vindos da atual Turquia.

O TERCEIRO CHIMPANZÉ
AUTOR
Jared Diamond
EDITORA Record
QUANTO R$ 59,90
AVALIAÇÃO ótimo

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

11/01/2011 - 16h38

Mulher em período fértil presta mais atenção em homem com cara mais masculina

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COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Um novo estudo mostra que a seleção sexual feminina está diretamente relacionada ao seu período fértil.
Durante a ovulação, uma mulher com namorado cujas características não são tão masculinas assim tem a tendência de fantasiar com homens do tipo George Clooney. Mas, em contrapartida, mulheres que já têm ao lado uma versão avatar do ator não se tornam mais atraídas por seus parceiros.
A pesquisa também descobriu que a inteligência masculina não têm qualquer influência sobre as preferências femininas nesses períodos.
O dado ainda permanece um mistério, segundo o estudo publicado no jornal "Evolution and Human Behaviour", feito por Steven Gangestad e Randy Thornhill, da Universidade do Novo México, e Christine Garver-Apgar, do Instituto de Genética do Comportamento da Universidade do Colorado.
Kimihiro Hoshino/AFP
Na ovulação, mulher com namorado cujos traços não são tão masculinas fantasiam com homens como George Clooney
Na ovulação, mulher com namorado cujos traços não são tão masculinas fantasiam com homens como George Clooney
Segundo Gangestad, o rosto masculino tem um queixo relativamente acentuado, mandíbula forte, olhos estreitos e sobrancelha bem definida, e George Clooney se encaixa nesse perfil. A face menos masculina, por outro lado, pode incluir um maxilar menos pronunciado e olhos como os do ator Pee-wee Herman.
A equipe entrevistou 66 casais heterossexuais --sendo apenas 9 casados. Havia mulheres com idade entre 18 e 44 anos e seus relacionamentos variavam de um mês a 20 anos de convivência.
Uma série de estudos tem mostrado o interesse das mulheres por homens do tipo "macho man" ao ovular. Mas este estudo é o primeiro a confirmar que o efeito ocorre entre casais reais.
Os biólogos evolucionários têm documentado que as mulheres são mais exigentes quando em período fértil e procuram um parceiro que apresenta sinais de boa qualidade genética. Isso pode ser entendido como homens do tipo machão.
Embora não seja surpreendente o resultado, Garver-Apgar diz que a falta de um efeito semelhante com a inteligência masculina é desconcertante.
De acordo com ele, não foi encontrado qualquer efeito da inteligência dos homens na escolha de parceiros sexuais pelas mulheres no período fértil --algumas evidências sugerem que a inteligência está relacionada à qualidade genética.
Mais pesquisas devem ajudar a responder essas perguntas, sugerem os três pesquisadores.

domingo, 2 de janeiro de 2011

O Macho Alfa Dominante e o Metrossexual

O Macho Alfa Dominante
O texto abaixo traz uma explicação aproximada para o crescimento da tendência atual dos metrossexuais. Quando a competição por mulheres era restrita ao combate entre homens havia a prevalência de características favoráveis a ferocidade Hoje com a vida mais soft e calma, tornando a mulher um definidora do seu parceiro, as característica que se reforçam são aquelas que aproximam a idealização maternal da mulher ou seja, quando escolhem as mulheres preferem os que mais se parecem a sua idealização de um filhote: rostos infantis, peles lisas, cheirosos e com aparência que lembrem crianças, o famoso metrossexual. Leiam o texto abaixo:
Luta por mulheres moldou os homens
Análise de bioantropólogo americano aponta que as características masculinas humanas favorecem combate
Hipótese concorrente diz que traços teriam evoluído como forma de parecer mais atraente para possíveis parceiras
Reinaldo José Lopes - Editor de Ciência – Folha de São Paulo - domingo, 02 de janeiro de 2011.
A fama de trogloditas dos seres humanos do sexo masculino é mais do que justificada, afirma um bioantropólogo americano. Depois de analisar os traços físicos característicos dos homens, ele diz ter batido o martelo: estamos falando de armas.
"Os fenótipos [características] dos homens exibem fortes evidências de terem sido moldados pela competição direta", disse à Folha David Puts, da Universidade do Estado da Pensilvânia.
A conclusão está no artigo "Beauty and the beast: mechanisms of sexual selection in humans" ("A bela e a fera: mecanismos de seleção sexual em humanos"), na revista científica "Evolution and Human Behavior".
Puts realizou uma detalhada análise da literatura científica justamente para se opor ao que parece ser a visão predominante entre quem estuda a evolução do comportamento humano.
EM MINORIA
É que, segundo levantamento feito pelo biantropólogo e um assistente, mais de três quartos das pesquisas da área publicadas entre 1997 e 2007 negam que a disputa violenta, ou a ameaça dela, tenha forjado os machos da nossa espécie. A maioria dos estudos defende que a preferência das mulheres por certos tipos de homem -e vice-versa- teria sido a variável mais importante da equação.
No fundo, trata-se de saber se os homens estão mais para pavões ou para bisões (veja quadro abaixo). Grosso modo, essas são as duas principais formas assumidas pela chamada seleção sexual.
A seleção sexual, estudada pela primeira vez por Charles Darwin no século 19, refere-se justamente às características visíveis dos sexos, como a barba dos homens e os seios avantajados das mulheres, entre outros.
Em alguns casos, essas características são armas para a disputa por parceiros, como os chifres dos bisões, usados em combate. Em outros, elas são meros adornos, sinalizadores de qualidade genética cujo propósito é seduzir o(a) parceiro(a). É o caso da plumagem carnavalesca dos pavões do sexo masculino.
FORÇA E HONRA
Puts aposta que somos bisões, apoiando essa hipótese, em primeiro lugar, na grande diferença de força física entre homens e mulheres - disparidade típica de espécies nas quais há disputas entre os machos.
Da cintura para cima, por exemplo, os homens são, em média, 90% mais fortes do que as mulheres, e 65% mais fortes da cintura para baixo. Na verdade, aliás, o homem médio é mais forte do que 99,9% das mulheres.
Experimentos também mostram que a barba espessa, as sobrancelhas grossas e a voz grave, tipicamente masculinas, fazem os homens parecerem maiores e mais intimidadores do que realmente são (quando apenas a voz do sujeito pode ser ouvida, ou quando se compara o rosto com ou sem barba, por exemplo).
Ao mesmo tempo, esse conjunto de traços é relativamente pouco atraente para as mulheres. Se elas forem totalmente livres para escolher, muitas vezes preferem homens ligeiramente "femininos", a tal "cara de bebê".
O efeito de barba ou voz grossa sobre a capacidade de atrair parceiras é muito menor do que sobre a aparência de "dominância" do sujeito.
Para o bioantropólogo, embora o que as mulheres acham atraente tenha tido um papel na evolução dos machos também, o mais provável é que as disputas tenham predominado, e que os vitoriosos no combate tivessem mais chance de monopolizar parceiras ou até de multiplicar o número delas.
Em grupos de caçadores-coletores, com pouca diferença social, é mais difícil ter recursos para manter mais de uma mulher, reconhece ele.
"Mas os homens dominantes também poderiam conseguir mais parceiras de curto prazo, o que, se feito com frequência, seria equivalente à poligamia do ponto de vista reprodutivo", especula.