domingo, 24 de abril de 2011

Homens ganham mais que mulheres porque são competitivos desde cedo, diz estudo

Homens ganham mais que mulheres porque são competitivos desde cedo, diz estudo

Disposição para competir é maior entre meninos desde os três anos, aponta estudo feito na Áustria

Meninas têm menos disposição para competir, embora sejam tão boas em matemática e tenham as mesmas chances de vencer uma corrida Meninas têm menos disposição para competir, embora sejam tão boas em matemática e tenham as mesmas chances de vencer uma corrida (Jupiterimages)
Homens conquistam salários maiores que as mulheres porque são mais competitivos desde a infância. A conclusão é de um estudo realizado na Áustria, que será apresentado na conferência anual da Royal Economy Society, na Inglaterra.
A pesquisa envolve dois experimentos. No primeiro, crianças entre três e oito anos participaram de uma corrida de 30 metros depois de escolher entre correr sozinha ou competir com as outras. No segundo, crianças de nove a 18 anos escolheram entre participar de uma competição de matemática e fazer uma prova individual. Todas as crianças recebiam recompensas pelo teste, mas o prêmio para quem escolhia competir era maior.
O resultado mostra que as meninas são menos dispostas a competir que os meninos, embora sejam tão boas em matemática e tenham as mesmas chances de vencer uma corrida.
Para os cientistas da Universidade de Innsbruck, na Áustria, o fato de os meninos se mostrarem mais propensos a competir desde cedo pode ser uma das razões que explicam os maiores salários dos homens em relação às mulheres. Isso porque, argumentam, os cargos mais bem remunerados envolvem as funções mais competitivas.
Penalizadas - Pesquisas anteriores mostraram que mulheres que esbanjam autoconfiança e firmeza, entre outras características reconhecidas como sinais de sucesso profissional, podem ser preteridas no mercado de trabalho em favor das mais submissas. Os cientistas acreditam que enquanto essas características são valorizadas nos homens, as mulheres frequentemente são penalizadas por não corresponderem à imagem da mulher frágil ou submissa.

domingo, 17 de abril de 2011

Ser humano é o "terceiro chimpanzé", diz biólogo - reproduzindo artigo do jornal A Folha de São Paulo


  Ser humano é o "terceiro chimpanzé", diz biólogo

Clássico de americano utiliza humor para investigar a natureza humana Livro que chega neste ano ao Brasil traz ideias seminais sobre raízes do sexo, do preconceito, da violência e do vício

Arquivo Pessoal

O biólogo americano Jared Diamond em Papua-Nova Guiné

REINALDO JOSÉ LOPES


"Ainda não temos uma Grande Teoria Unificada do Tamanho do Pênis", brinca o biólogo americano Jared Diamond, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, quando a reportagem da Folha aborda esse tema.
"Nossa incapacidade de explicar o tamanho desmesurado do pênis humano continua sendo um dos fracassos mais embaraçosos da ciência moderna", completa Diamond, que gastou alguns dos parágrafos mais divertidos da história da biologia evolutiva enfrentando a questão no livro "O Terceiro Chimpanzé".
A obra, clássico de 1991 que só agora chegou ao Brasil, consegue a façanha de transformar a discussão em algo um bocado relevante.
Ocorre que, entre os grandes macacos ""grupo dentro do qual o homem se encaixa como o terceiro chimpanzé do título, ao lado do chimpanzé-comum e do chimpanzé-pigmeu ou bonobo"", o tamanho relativo do corpo, dos testículos, dos pênis e dos seios é a chave para entender a natureza de cada espécie.

EM FAMÍLIA
O resumo dessa ópera bufa está no infográfico à direita, baseado numa ilustração do próprio livro. Se um biólogo de Marte baixasse por aqui, só precisaria desses dados para saber que 1)chimpanzés são promíscuos, 2)gorilas formam haréns e 3)humanos são, bem, "fracamente monógamos".
Os gorilas são o caso mais fácil. A brutal diferença de tamanho entre machos e fêmeas implica que eles podem, na base do muque, monopolizar várias feito sultões. Daí os testículos e pênis pífios.
Chimpanzés, mais igualitários fisicamente, adotam a promiscuidade ""e testículos imensos para dar conta dela. E os humanos trocaram as despesas com esperma pelas com canções de amor, chocolates e idas ao cinema.
"A evolução de uma sexualidade distinta parece ter sido uma das chaves para tornar os seres humanos únicos, embora seja difícil dizer a que época remonta a nossa quase-monogamia", diz o autor.
Que o leitor não pense, porém, que o livro é só sexo. É nele que aparecem, pela primeira vez, as importantes e polêmicas ideias de Diamond sobre os "vencedores" e "perdedores" da história.
Ou seja: por que europeus conquistaram as Américas e a África, e não o contrário?
A resposta, depois ampliada pelo cientista na obra "Armas, Germes e Aço", envolve esses três fatores ""mas principalmente o fato de que Europa e Ásia possuíam mais espécies domesticáveis de animais e plantas, ganhando um "pontapé inicial histórico" melhor que o resto da Terra.
Aliás, Diamond diz que, apesar do tempo transcorrido, pouco mudaria no livro hoje. Mas faria uma alteração pontual. Hoje, ele considera que os falantes da língua ancestral de quase todos os idiomas da Europa foram justamente os primeiros agricultores vindos da atual Turquia.

O TERCEIRO CHIMPANZÉ
AUTOR
Jared Diamond
EDITORA Record
QUANTO R$ 59,90
AVALIAÇÃO ótimo