terça-feira, 11 de janeiro de 2011

11/01/2011 - 16h38

Mulher em período fértil presta mais atenção em homem com cara mais masculina

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COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Um novo estudo mostra que a seleção sexual feminina está diretamente relacionada ao seu período fértil.
Durante a ovulação, uma mulher com namorado cujas características não são tão masculinas assim tem a tendência de fantasiar com homens do tipo George Clooney. Mas, em contrapartida, mulheres que já têm ao lado uma versão avatar do ator não se tornam mais atraídas por seus parceiros.
A pesquisa também descobriu que a inteligência masculina não têm qualquer influência sobre as preferências femininas nesses períodos.
O dado ainda permanece um mistério, segundo o estudo publicado no jornal "Evolution and Human Behaviour", feito por Steven Gangestad e Randy Thornhill, da Universidade do Novo México, e Christine Garver-Apgar, do Instituto de Genética do Comportamento da Universidade do Colorado.
Kimihiro Hoshino/AFP
Na ovulação, mulher com namorado cujos traços não são tão masculinas fantasiam com homens como George Clooney
Na ovulação, mulher com namorado cujos traços não são tão masculinas fantasiam com homens como George Clooney
Segundo Gangestad, o rosto masculino tem um queixo relativamente acentuado, mandíbula forte, olhos estreitos e sobrancelha bem definida, e George Clooney se encaixa nesse perfil. A face menos masculina, por outro lado, pode incluir um maxilar menos pronunciado e olhos como os do ator Pee-wee Herman.
A equipe entrevistou 66 casais heterossexuais --sendo apenas 9 casados. Havia mulheres com idade entre 18 e 44 anos e seus relacionamentos variavam de um mês a 20 anos de convivência.
Uma série de estudos tem mostrado o interesse das mulheres por homens do tipo "macho man" ao ovular. Mas este estudo é o primeiro a confirmar que o efeito ocorre entre casais reais.
Os biólogos evolucionários têm documentado que as mulheres são mais exigentes quando em período fértil e procuram um parceiro que apresenta sinais de boa qualidade genética. Isso pode ser entendido como homens do tipo machão.
Embora não seja surpreendente o resultado, Garver-Apgar diz que a falta de um efeito semelhante com a inteligência masculina é desconcertante.
De acordo com ele, não foi encontrado qualquer efeito da inteligência dos homens na escolha de parceiros sexuais pelas mulheres no período fértil --algumas evidências sugerem que a inteligência está relacionada à qualidade genética.
Mais pesquisas devem ajudar a responder essas perguntas, sugerem os três pesquisadores.

domingo, 2 de janeiro de 2011

O Macho Alfa Dominante e o Metrossexual

O Macho Alfa Dominante
O texto abaixo traz uma explicação aproximada para o crescimento da tendência atual dos metrossexuais. Quando a competição por mulheres era restrita ao combate entre homens havia a prevalência de características favoráveis a ferocidade Hoje com a vida mais soft e calma, tornando a mulher um definidora do seu parceiro, as característica que se reforçam são aquelas que aproximam a idealização maternal da mulher ou seja, quando escolhem as mulheres preferem os que mais se parecem a sua idealização de um filhote: rostos infantis, peles lisas, cheirosos e com aparência que lembrem crianças, o famoso metrossexual. Leiam o texto abaixo:
Luta por mulheres moldou os homens
Análise de bioantropólogo americano aponta que as características masculinas humanas favorecem combate
Hipótese concorrente diz que traços teriam evoluído como forma de parecer mais atraente para possíveis parceiras
Reinaldo José Lopes - Editor de Ciência – Folha de São Paulo - domingo, 02 de janeiro de 2011.
A fama de trogloditas dos seres humanos do sexo masculino é mais do que justificada, afirma um bioantropólogo americano. Depois de analisar os traços físicos característicos dos homens, ele diz ter batido o martelo: estamos falando de armas.
"Os fenótipos [características] dos homens exibem fortes evidências de terem sido moldados pela competição direta", disse à Folha David Puts, da Universidade do Estado da Pensilvânia.
A conclusão está no artigo "Beauty and the beast: mechanisms of sexual selection in humans" ("A bela e a fera: mecanismos de seleção sexual em humanos"), na revista científica "Evolution and Human Behavior".
Puts realizou uma detalhada análise da literatura científica justamente para se opor ao que parece ser a visão predominante entre quem estuda a evolução do comportamento humano.
EM MINORIA
É que, segundo levantamento feito pelo biantropólogo e um assistente, mais de três quartos das pesquisas da área publicadas entre 1997 e 2007 negam que a disputa violenta, ou a ameaça dela, tenha forjado os machos da nossa espécie. A maioria dos estudos defende que a preferência das mulheres por certos tipos de homem -e vice-versa- teria sido a variável mais importante da equação.
No fundo, trata-se de saber se os homens estão mais para pavões ou para bisões (veja quadro abaixo). Grosso modo, essas são as duas principais formas assumidas pela chamada seleção sexual.
A seleção sexual, estudada pela primeira vez por Charles Darwin no século 19, refere-se justamente às características visíveis dos sexos, como a barba dos homens e os seios avantajados das mulheres, entre outros.
Em alguns casos, essas características são armas para a disputa por parceiros, como os chifres dos bisões, usados em combate. Em outros, elas são meros adornos, sinalizadores de qualidade genética cujo propósito é seduzir o(a) parceiro(a). É o caso da plumagem carnavalesca dos pavões do sexo masculino.
FORÇA E HONRA
Puts aposta que somos bisões, apoiando essa hipótese, em primeiro lugar, na grande diferença de força física entre homens e mulheres - disparidade típica de espécies nas quais há disputas entre os machos.
Da cintura para cima, por exemplo, os homens são, em média, 90% mais fortes do que as mulheres, e 65% mais fortes da cintura para baixo. Na verdade, aliás, o homem médio é mais forte do que 99,9% das mulheres.
Experimentos também mostram que a barba espessa, as sobrancelhas grossas e a voz grave, tipicamente masculinas, fazem os homens parecerem maiores e mais intimidadores do que realmente são (quando apenas a voz do sujeito pode ser ouvida, ou quando se compara o rosto com ou sem barba, por exemplo).
Ao mesmo tempo, esse conjunto de traços é relativamente pouco atraente para as mulheres. Se elas forem totalmente livres para escolher, muitas vezes preferem homens ligeiramente "femininos", a tal "cara de bebê".
O efeito de barba ou voz grossa sobre a capacidade de atrair parceiras é muito menor do que sobre a aparência de "dominância" do sujeito.
Para o bioantropólogo, embora o que as mulheres acham atraente tenha tido um papel na evolução dos machos também, o mais provável é que as disputas tenham predominado, e que os vitoriosos no combate tivessem mais chance de monopolizar parceiras ou até de multiplicar o número delas.
Em grupos de caçadores-coletores, com pouca diferença social, é mais difícil ter recursos para manter mais de uma mulher, reconhece ele.
"Mas os homens dominantes também poderiam conseguir mais parceiras de curto prazo, o que, se feito com frequência, seria equivalente à poligamia do ponto de vista reprodutivo", especula.